
Atenção! A leitura deste conteúdo abrirá seu apetite e você desejará saborear pratos tipicamente brasileiros.
Quando falamos em gastronomia, logo nos lembramos das clássicas comidas italiana, francesa, árabe ou asiática, e esquecemos que o nosso país é rico em ingredientes e culturas gastronômicas.
Já parou para pensar que cada estado brasileiro possui uma cozinha única? Como por exemplo, o pão de queijo e os doces caseiros de Minas Gerais, o jambu (a planta que adormece a boca) e o tucupi da região Norte, o churrasco e o chimarrão do Rio Grande do Sul ou o pirão e o acarajé da região Nordeste? Sim, o nosso país é incrivelmente rico em opções, agradando a todos os paladares!
Mas de onde vem a nossa raiz gastronômica? Voltemos ao tempo em que a cozinha formava sua história através dos portugueses e dos indígenas. A mandioca era o principal alimento do brasileiro e seus principais subprodutos eram as farinhas e os beijus, e no caso da primeira, era a companheira irremediável de tudo o que se comia, seja no cotidiano ou nos dias de festa. O peixe (cozido ou assado) também era outro ingrediente base da alimentação. Lembrando-se que naquela época não tínhamos equipamentos modernos como os de hoje para os processos de cocção, mas tínhamos, por exemplo, o moquém (espécie de grelha), a yapuna (“forno” de barro), o biaribi (envolvia-se o alimento em folhas verdes de bananeira e se enterrava o todo numa cova, por cima da qual se acendia um fogo) e o tipiti (espécie de prensa ou espremedor de palha trançada usado para escorrer e secar raízes).
Hoje, apesar da combinação do arroz com feijão ser o prato base de nossa alimentação, podemos destacar a cozinha e alimentos típicos de cada região. Primeiramente o Nordeste, berço do descobrimento do Brasil.
Famoso pelos pratos litorâneos (ricos em camarões, caranguejos, peixes e casquinhas de siris), pirão, acarajé, farofa, moqueca, temperos fortes e apimentados, leite de coco e dendê. Já o Norte, com influência indígena marcante, destacam-se o tucupi (sumo amarelo extraído da raiz da mandioca brava quando descascada, ralada e espremida), o jambu, o açaí, as frutas da Amazônia, o camarão seco e os peixes de água doce. O Centro-Oeste logo nos lembra do pequi (fruto mais tradicional e nativo do cerrado, que dá origem a pratos famosos como arroz com pequi, galinhadas e licores) e da gariroba (uma espécie de palmeira que possui textura firme e um forte sabor amargo). No Sudeste, os clássicos queijos e doces mineiros, cachaça, feijoada, vaca atolada, pão de queijo, leitoa pururuca, frango ao molho pardo e feijão tropeiro. E por fim o Sul, com grande influência do imigrante europeu, destacando-se o pinhão, o churrasco, o chimarrão, o charque e o famoso arroz carreteiro.
Se colocarmos na ponta do lápis a diversidade de pratos brasileiros, ficaríamos uma eternidade para enumerar a quantidade e a diversidade de alimentos. Pensando na essência da nossa história e em como ela se transformou ao longo dos anos, entraremos em um mundo fascinante e que precisa ser explorado, valorizando-se cada ingrediente, particularidades e sabores. Portanto, use e abuse das delícias que o nosso país tem a nos oferecer; afinal, todo alimento ou prato carrega grandes histórias e uma identidade única.
Bijajica com compota de maçã verde, creme de nata e farofa de paçoca (DOCE TÍPICO DE SANTA CATARINA)
INGREDIENTES:
- 500 g de polvilho azedo
- 150 g de açúcar
- 1 colher sopa de canela em pó
- 3 ovos
- 100 ml de leite
- 1 colher sopa cheia de fermento em pó
- 800 ml de óleo de milho (para fritar)
- Açúcar de confeiteiro e canela em pó (para polvilhar)
CREME DE NATA:
- 400 g de nata
- 1 fava ou essência de baunilha
- 50 g de açúcar
COMPOTA DE MAÇÃ:
- 800 g de maçã verde
- Suco de 2 limões
- 250 g de açúcar
- 2 paus de canela
- 3 cravos-da-índia
PAÇOCA DE AMENDOIM:
- 200 g de amendoim
- 150 g de açúcar mascavo
Modo de preparo
Misture o polvilho com o açúcar e a canela. Na batedeira, bata os ovos até ficarem leves. Junte à mistura de polvilho e, aos poucos, acrescente o leite até obter uma massa macia, mas firme e seca, que possa ser moldada. Por fim, adicione o fermento em pó. Modele rosquinhas com cerca de 6 cm. Frite em óleo não muito quente, para que a massa não fique crua por dentro. Polvilhe com açúcar de confeiteiro e canela em pó.
Para o creme, esquente a nata em uma panela com a fava ou essência de baunilha e o açúcar por cerca de 15 minutos, até a baunilha soltar todo o seu sabor. Sirva gelado.
Para a compota, descasque as maçãs, tire as sementes e corte cada uma em oito gomos. Cubra com água e junte o suco de limão para evitar que escureçam. Em uma panela, aqueça o açúcar até obter um caramelo escuro; junte 250 ml de água, a canela e o cravo-da-índia. Quando o caramelo estiver dissolvido, acrescente as maçãs e cozinhe por 10 minutos, mantendo os pedaços ainda firmes.
Para a paçoca, bata rapidamente o amendoim e o açúcar no liquidificador.
Coloque o creme de nata em um prato, cobra com a compota e as bijajicas quentes e finalize com a farofa de paçoca.
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