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O crochê da vovó

  • Foto do escritor: Revista Personalità
    Revista Personalità
  • 12 de dez. de 2024
  • 2 min de leitura

A moda que voltou com tudo nesse verão por Mara Valentim


O crochê da vovó, sobe nas passarelas da alta costura, na rota internacional das principais passarelas da moda. A origem do crochê, essa arte milenar, é incerta. Acredita-se que ela existe desde a pré-história; outros em 1500 antes de Cristo, desde o início das civilizações sendo usado para o vestuário masculino para pescar e caçar, feito à mão.

O surgimento do crochê da atualidade é encontrado em duas teorias: na China, onde confeccionavam bonecas com essa técnica, mais antiga do que na 2ª teoria, que se deu no século XVI na Arábia e se espalhou através da rota do mediterrâneo, onde chegou também na América Latina, com destaque especial, no Peru.


Mas, tem-se notícias que ele iniciou em bastidores, como no bordado e depois feito de forma aérea, onde, até a rainha Vitória da Inglaterra, aprendeu, chegando a confeccionar para ela, algumas peças.

Foi na Irlanda, com uma técnica sofisticada, com fios finos e rendas que conquistou a nobreza e sacerdotes de toda a Europa. Uma curiosidade engraçada da técnica é que embora chamando crochê irlandês, foi criado na Inglaterra por uma artesã francesa que buscava suas inspirações nos crochês da Espanha.


Resumindo essa técnica milenar, pode-se juntar várias influências e ainda assim criar uma nova. Ao contrário de nós, a Europa valoriza muito o trabalho manual.


Os desfiles em Paris e Milão primavera/verão 2025, trazem com muito glamour o tão famoso “crochê da vovó.”

Nesses desfiles primavera/verão nos centros da moda, o crochê teve seu dia de glamour com destaque especial somente para ele.

Marcas como, Dior, Oscar de La Renta, Armani, Alberta Ferreti, Chanel, Valentino, Balmain, Spring-Summer e até Mochino, pasmem, como o masculino. Quem diria o crochê nos corpos masculinos.

No Brasil, identificamos a marca maravilhosa, Marta Medeiros com sua coleção flores, trazendo também essa técnica manualmente, ponto a ponto.


E no SPFW Catarina Mina, cearense, que encantou com essa técnica atemporal, com a coleção “Guardiãs da Memória”, uma homenagem as artesãs do ceara; Maurício Duarte e Marina Bitu também se destacaram com a técnica.

Mas o crochê não fica só no vestuário, ele entra nas passarelas com maestria em bolsas e acessórios. Uma das blogueiras mais famosas casa-se com um macaquinho de tricô irlandês com uma saia mega ampla de tule da marca icónica Cristian Dior. Embora o tricô não seja de origem brasileira, como muitos pensam, eles saem das mãos das vovós e ganham espaço na moda com muito luxo e carinho de algo feito à mão.


Além da delicadeza e beleza da peça, tem o carinho de ter sido confeccionado ponto a ponto e não em uma máquina em produção. Como diz Coco Chanel:” A moda sai de moda. O estilo jamais.” O estilo Boho-chic muito usado por kenzo e Dior é um casamento perfeito no tapete vermelho das estrelas hollywoodianas feitos em crochê. E o crochê consegue atender vários estilos com simplicidade do feito a mão, caminhando com o luxo da criatividade de grandes estilistas e artesãos.




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